Um confronto entre duas equipes em crise
Racing de Santander e Espanyol chegaram ao jogo de sábado, 24 de outubro, com números surpreendentemente parecidos. Segundo a [1], os dois clubes tinham oito pontos na classificação. Ambos também haviam passado quatro jogos seguidos da liga sem vencer, somando apenas um ponto nesse período. O jogo estava marcado para as 16h15.
O que estava em jogo era diferente para cada lado. A [2] observou que o projeto do Espanyol poderia ser posto em dúvida caso sofresse mais uma derrota. Já o Racing tinha uma clara vantagem de jogar em casa: não havia perdido em El Sardinero, mesmo sofrendo longe dali. Uma equipe sem vitórias, mas com um retrospecto sólido em casa, contra um rival pressionado, fazia deste um jogo em que a primeira vitória em um mês parecia ao alcance.
Escalação antes da partida
O cenário pré-jogo foi, em grande parte, o do retorno de jogadores. A Marca informou que Pablo García deveria voltar ao time titular, ocupando a vaga de André Almeida. Essa informação tinha grau de confiança de 0,7 nos dados de entrada, ou seja, era uma forte expectativa, mas não uma certeza.
Andrés Martín também estava entre as opções. Ele tinha chance de começar após se recuperar de problemas físicos, embora com um grau de confiança menor, de 0,6. A única ausência confirmada foi a de Simon Eriksson, que seguia em processo de recuperação.
Nada disso muda a essência do elenco, mas sugere um treinador com algumas opções voltando no momento certo. Depois de uma sequência em que o Racing havia somado apenas um ponto, um Pablo García em boa forma e um possível Andrés Martín deram mais frescor ao time titular do que a equipe tinha nas últimas semanas.
O resultado e o problema fora de casa
O Racing levou os três pontos ao vencer por 2 a 1 em casa. Foi sua primeira vitória no campeonato desde a série sem vitórias descrita pela Marca, e o levou a 11 pontos em 10 jogos, 13.º colocado no La Liga, com um retrospecto de três vitórias, dois empates e cinco derrotas.
O contexto é a parte mais importante. O time da casa já estava invicto em El Sardinero, e esta vitória manteve essa marca. Antes dela veio um empate por 2 a 2 com o Valencia, em 11 de outubro. Fora de casa, a história é outra. O Racing havia perdido todas as partidas como visitante nesta temporada, e os registros do site mostram como foram pesadas essas derrotas: 2 a 7 para o FC Barcelona, 0 a 5 para o Celta de Vigo e 0 a 2 para o Osasuna.
Isso explica o saldo de 15 gols marcados e 26 sofridos. A equipe marca com um ritmo razoável e vence, ou pelo menos empata, quando joga em Santander. Como visitante, tem sido superada. O resultado contra o Espanyol não resolve a segunda parte desse quadro, mas interrompe a queda na tabela.
O que significa
O Racing agora ocupa o 13.º lugar, com 11 pontos em 10 jogos, três vitórias, dois empates e cinco derrotas. O salto de oito para 11 pontos é importante porque o clube estava empatado com o Espanyol antes da partida e agora se distanciou de um concorrente direto. O saldo de gols de -11 é o número a observar, já que foi formado quase inteiramente por três goleadas sofridas fora de casa.
A sequência de forma é irregular. Nos últimos cinco resultados da liga, do mais recente para o mais antigo, o Racing tem uma vitória, uma derrota, um empate e mais duas derrotas. Os dois jogos em casa dessa sequência renderam quatro pontos. Os três jogos fora não renderam nenhum, com 2 gols marcados e 14 sofridos. O padrão é consistente: a equipe é competitiva em El Sardinero e frágil nos demais estádios.
O próximo jogo impõe uma pergunta difícil a esse retrospecto em casa. O Real Madrid visita Santander em 1 de novembro, pelo La Liga. Por ser jogo em casa, o Racing pode contar com a sequência invicta em El Sardinero, mas o adversário é muito mais forte que o Espanyol ou o Valencia. A previsão do site para essa partida será travada 24 horas antes do início, portanto nenhum palpite foi publicado ainda. O que os dados mostram é que a melhor chance de o Racing seguir competitivo é manter o jogo em Santander, onde os números são mais favoráveis.